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Tóquio II

Eu sei, eu sei estou me enrrolando para terminar os posts do Japão, mas é que é tanta coisa… andamos lá como nunca tínhamos andado em nenhuma viagem (e olha que é difícil superar esse nosso record…).

Uma das coisas que ouvia todo mundo falar (e achava super estranho, mas não poderia deixar de fazer) era ir ao Mercado de Peixes de Tsukiji. Lugar muito famoso pelos leilões de atuns gigantes que ocorrem todos os dias as 5:00 da manhã. Muitas pessoas vão para a balada no Roppongi e emendam para ver o leilão e depois tomar café da manhã comendo sushi fresquissímos em um dos muitosssss restaurantes pequenos que existem ali do lado.

Como tínhamos andado o dia inteiro e não iríamos aguentar uma balada que durasse a noite toda, resolvemos ir lá pelas 8:00; claro que não vimos o leilão mas chegamos a tempo de ver os diversos “peixeiros” cortando os atuns gigantes (e te digo são imensos mesmo). 

Cortando e embalando os atuns gigantes

Além dos atuns lá você encontra de tudo o que se refere a frutos do mar, camarões (de todos os tamanhos possíveis), peixes (de todas as espécies possíveis), lulas, polvos, ouriços, e etc … além de uma série de outros totalmente irreconhecíveis… e como estávamos sozinhos e por lá ninguém fala inglês ficamos sem saber mesmo. 

Frutos do mar diversos

É importante lembrar que o Mercado de Peixes, apesar de ser bem conhecido e estar em todos os guias turísticos, é o local de trabalho daquelas pessoas e muitos deles odeia que fiquem tirando fotos deles trabalhando ou de turistas enxeridos que nunca compram nada… portanto respeito e bom senso é fundamental. Sempre peça licença para tirar suas fotos (mímicas funcionam bem nessa hora) e cuidado nas “ruazinhas”, não fique no meio por que além de você atrapalhar o trânsito ainda corre o risco de ser atropelada por uma das várias empilhadeiras que andam por lá.

Bom… depois do passeio nada melhor do que um sushi em plena 9:30 da manha, seguindo para o lado direito existem váriosssssss restaurantes que servem os sushis super frescos (água na boca só de pensar), uns são super cheios e com filas enormes lá dentro… nós, como estávamos morrendo de fome e não queríamos nada lotado, optamos pelo que parecia mais limpo e com cara de comida boa… hehehe..

Café da Manhã

Enfim foi uma delicia… comemos muitoooooo sashimi… hummmm… o engraçado é que como o japonês não falava inglês íamos na base da mímica, hahaha… apontávamos o que queríamos em um cardápio com fotos. E muitos pelés, zicos e ronaldos depois, saimos satisfeitos enquanto a multidão ainda se aglomerava no restaurante famoso. 

Pertinho dali fica um dos bairros mais chiques e caros de Tóquio, GINZA. Lá é o lugar para se encontrar prédios novos e modernos além de todas as lojas de marcas possíveis.

Uma das ruas de Ginza

Uma das lojas mais visitadas pelos turistas e que tem um show room muito legal é o Sony Building. Eles fizeram uma loja totalmente interativa. Com os mais recentes lançamentos e com coisas também que ainda nem estão no mercado. Dá para passar horas lá dentro aproveitando o espaço. Os preços não são muito mais baratos não (lembre-se estamos em Tóquio, aqui nada é muito barato), mas a visita vale a pena com certeza.

Brincando na loja da Sony

Há poucos passos dali está também um teatro de Kabuki (teatro tradicional do Japão) este teatro ainda em arquitetura tradicional data de 1889 e os detalhes são espetaculares. É até impressionante aquele teatro ali, no meio de prédios super alto e modernos. Ainda existem teatros frequentemente ali.

Atualização: O lindo teatro Kabuki foi demolido no começo de maio/2010 para a construção de um arranha-céu, onde o mesmo terá um espaço no primeiro andar. Deixo aqui registrado que acho realmente lamentável já que a identidade cultural

Teatro Kabuki-ka

Seguimos de lá para o bairro mais jovem, trendy e cool de Tóquio, Harajuku. É lá que se encontra com mais facilidade aqueles jovens com roupas estranhissimas. E é lá na Takeshita-dori (uma rua cheia de lojas de roupas que sempre fica lotada de jovens) que se encontra as coisas mais bizarras da moda. Essa rua fica do ladinho do Yoyogi Park e na frente da estação de trem.

Takeshita-dori lotada de jovens

Caso a moda de Harajuku seja demais para você, nada melhor do que parar em muitos dos cafés, bares e restaurantes que existem por lá e aproveitar e fazer um “people-watching”. Engraçado demais o jeito que as meninas e meninos se vestem, agem e etc. Mas se o seu interesse for compras mesmo, logo depois de você percorrer todo o beco, ali estão as maiores lojas “fast fashion” como H&M e Zara com uma moda mais acidental digamos assim. Ali sim os preços são bons. 

Bem pertinho dali fica o templo Meiji. Esse templo fica numa região super movimenta de Harajuku (aliás esse é um dos bairros mais movimentados por lá) e bem no meio de todo aquele centro comercial, confusão e pessoas de terno correndo de cima para baixo existe o Jardim Nai-en, uma área totalmente verde, onde as árvores são tão grandes que cobrem o céu e fica praticamente impossível ver os prédios altos dali.

Entrada do Templo Meiji

É simplesmente lindo e “peaceful” fomos passeando e aproveitando o caminho (e olha que é longo o caminho), cheio de árvores. No meio do caminho tem uma casa de chá onde é possível dar uma paradinha, com direito a banheiros (não se preocupe que é limpo, como tudo no Japão) e lojinha de souvenirs. É tão calmo que nem os barulhos de carros e da civilização se escuta. 

No final do parque está o um torii imenso que dá entrada ao templo de Meiji, o mais importante santuário xintoísta do Japão e feito todo de madeira.

O torii de entrada e o templo Meiji ao fundo

Lugar de orações

E finalmente o bairro mais movimentado de Tóquio: SHIBUYA. É lá onde tem o famoso cruzamento de Shibuya que fica logo na saída da estação de trem. Considerado o maior cruzamento do mundo, milhares de pessoas passam por lá em um único dia. Durante o dia é movimentado, mas é durante a noite que a coisa ferve; em volta desse cruzamento fica as grandes lojas como a OIOI (a melhor loja de departamento que achei por lá, ótimo para comprar meias-calça, lenços, luvas e etc) e diversas outras lojas de tudo que é tipo.

Cruzamento de Shibuya

Por lá é aquele que mais pode, cartazes com propagandas, pessoas anunciando em microfones para todos os lados (ainda não entendi como se entendem), placas em neon (típico de japonês) e telões imensos.

Além disso é por ali que todos os jovens se encontram durante a noite. Sim, ali na frente da estação de trem e ao lado do maior cruzamento do mundo que existe o famoso Hachiko; a estátua do cachorro que foi eternizado por ficar no mesmo lugar (no lado de fora da estação) esperando o seu dono chegar do trabalho, e ele continuou mesmo depois que o dono morreu; virando um caso de sucesso na época. Após a morte do cachorrinho o mesmo foi eternizado e virou o ponto de encontro dos jovens durante a noite.

Ao cruzar, feche o olho e siga a galera. haha. Sim… as pessoas andam cada uma para um lado praticamente se batendo, tudo bem confuso, mas sabe aquele ditado “na minha bagunça eu me entendo”? Então eles se entendem e tudo recomeça quando o sinal se abre novamente.

Enfim o Japão com certeza foi uma das viagens que vão marcar na nossa memória turística e com certeza temos várias histórias tudo devido a imensa distância entre hábitos e costumes. Mas com certeza inesquecível.

Toquio I

Tóquio é uma cidade enorme e as atrações estão muito dispersas, fiquei por lá cerca 3 dias e meio (na verdade fiquei 4 mas 1 dia fui para Hakone ver o Mt Fuji e meio dia fui conhecer Yokohama uma cidade satélite linda e planejada) e achei pouco… teria que ficar pelo menos mais 1 a 2 dias.

Não consegui ver tudinho, mas o que eu realmente queria consegui ver na correria mas consegui.

Lá você depende de metrô para tudo, dificilmente você consegue ir de uma bairro a outro a pé, tudo é muito longe.

No primeiro dia fizemos de manhã o bairro AKIHABARA (sim reserve 1 manhã toda e acredite se você é aficcionado em eletrônicos você vai achar pouco). Esse é o bairro dos eletrônicos, tudo o que você pensa nessa categoria é lá o lugar que você vai achar. Tem várias lojinhas uma ao lado da outra, desde lojinhas pequenas até lojas gigantes com andares e mais andares como a Yodobashi.

Tudo o que você possa imaginar de material fotográfico, informática, relógios, eletrodomésticos e etc. São corredores e mais corredores, andares e mais andares… a vontade é levar tudo.

A foto proibida

Logo após o almoço fomos para o bairro de Asakusa no Templo de Senso-ji. O templo é lotado e um ótimo lugar para escolher aquela lembrançinha para a família.  Tem vários prédios  e muitas carpas no laginho… Bem lindo!!!


Altar do Senso-ji

Em seguida pegamos um cruzeiro pelo Rio Sumida… uma delícia de passeio onde se observa as várias pontes da cidade. E olha que são muitas!!! Esse cruzeiro tem diversos roteiros, resolvemos ir de Asakusa para Odaiba; uma das parte mais novas da cidade.


Na verdade esse bairro portuário abriga uma série de shoppings center com diversas opções de bares e restaurantes e até a torre da Fuji TV. Chegamos lá no horário do por do sol… e a vista tanto do por do sol quanto de noite é linda!!! A vista se complementa com a visão da Tokyo Tower (que é mais bonita inserida na vista do que subindo até nela… essa última desistimos de fazer… pois tínhamos subido tantos prédios muito mais altos e com vista com a Tokyo Tower incluída na vista que não nos pareceu necessário, mais para frente vocês verão o que quero dizer) e a raibow Brigde.

Por do sol em Odaiba

Vista a noite com a Tokyo Tower

Shoppings, restaurantes na baía

Margeando o Rio Sumida exite um calçadão que é uma delícia de andar, namorar e simplesmente tirar muitasssss fotos.

De lá fomos para o Roppongi… Lá não é necessariamente um bairro e sim uma região completamente construída e planejada por um arquiteto com tudo de mais moderno. São diversos prédios super modernos onde existem restaurantes, bares, baladas, cinemas, salas empresariais e etc… É uma região completamente comercial. Subimos em um dos prédios para ver a vista da cidade a noite!!! Lindo!!! E aproveitamos para  jantar em um dos restaurantes deliciosos.

A cidade já é mais cara na região do Roppongi então… nem se fala!! É uma região super cara, e super movimentada tanto de dia quanto de noite. De dia pelos empresários que trabalham nos prédios e a noite pelos restaurantes e baladas.

Um dos restaurantes do Roppongi

As ruas são todas cobertas e modernizadas; os prédios são todos envidraçados e super altos. É uma região em Tóquio que não tem nada a ver com o resto da cidade.

Assim terminamos nosso primeiro dia em Toquio, exaustos de tanto andar… mas maravilhados com uma cidade tão linda!!!

No dia seguinte antes de irmos para Yokohama (uma cidade vizinha) resolvemos passar no Museu Yasukuni, que fica em anexo com a o templo da Paz. Queríamos destrichar e descobrir um pouco mais da história do país.

O templo na verdade não tem muita coisa para ver, e no momento que chegamos estava tendo uma cerimônia dos heróis de guerra e por isso o silêncio era exigido. Aliás esse templo foi exatamente criado para homenagear os heróis de guerras. Guerras que foram a marca do Japão por um longo templo.

Yasukuni Temple

Em anexo com o templo está o Museu da Guerra (Yasukini Jinja) que conta tudo sobre as guerras que o Japão se envolveu.

Logo na entrada tem um avião kamikaze que os japonses são tão famosos. Aliás os kamikazes foram criados pelo desespero dos japoneses quando viram que não tinham mais chances alguma da 2 Guerra. Isso por que já não tinham munições e a única alternativa seria jogar os aviões em cima de seus alvos. O Japão nem sempre foi o país rico que é hoje, durante as guerras se endividaram muito e foram praticamente destruidos pelas sucessivas guerras que aconteceram, seja com os EUA, China e muitos outros.

Kamikaze

No museu tem a história de todas as guerras que o Japão se envolveu, objetos pessoais dos militares, fotos de TODOS os mortos da guerra (triste demais), gravações de militares dizendo o quanto sentem falta da família, fotos de filhos que os militares levavam, cartas que escreviam, réplica de mísseis, submarinos, restos de balas e etcs…

Sai do museu esgotada fisicamente, é tão triste pensar que nas guerras quem realmente sofre são os familiares dos soldados que nunca sabem se ou quando os maridos, filhos, pais vão voltar.

Sai com lágrimas no olho, pois lá você vê realmente o rosto de cada um que lutou e perdeu sua vida lutando pelo país e sente o sofrimento dos familiares, e então se entende o tributo que foi construído (o templo em anexo), lá eles realmente respeitam e valorizam os soldados que, pela história, fizeram o país chegar onde  chegou.


At least… Tóquio!!

Estava me enrrolando para escrever os posts sobre Tóquio, mas depois da matéria do Fantástico domingo (sobre mega-metrópolis, alguém assistiu?!) me deu uma saudade daquela cidade.

Ao desembarcar no aeroporto de Narita, a nossa maior preocupação era como chegar até o nosso hotel, que ficava no bairro movimentadíssimo de Shibuya.

Chegamos… mas e agora?!?!

Tinhamos pesquisado 2 formas: metrô (afinal tem um metrô praticamente dentro do aeroporto e nosso hotel ficava a uma quadra do metro de Shibuya) ou então o que eles chamam de Airport Limousine (que nada mais é do que um ônibus que para em certos hoteis). Escolhemos o ônibus pelo fato de ser mais cômodo mesmo (apesar de ter que desembolsar cerca de U$ 30,00 cada não teriamos que ficar lidando com mala pesada em troca de metrô lotado).

Até que acho que fizemos a escolha certa pois a primeira impressão do metrô de Tóquio foi desesperador. 

Não pela dificuldade de andar nele… por que pelo contrário, o metro de lá é super fácil de andar e te leva para praticamente TODO o canto de Tóquio numa pontualidade incrível, mas sim pela quantidade de gente andando.

Aliás em Tóquio é tudo assim: LOTADO!!! Para onde você olha tem uma multidão de gente andando e para tudo o que é lado no que em outros países seriam o caos e a desorganização; mas por lá por incrível que pareça tudo é MUITO organizado, limpo, as pessoas são educadas e apesar de tudo ser lotado e cheio de gente todo mundo é muito cordial e educado.

Nos metrôs que são sempre muito pontuais (até nos segundos) ninguem entra no vagão antes do pessoal de dentro sair e se está muito lotado eles empurram mesmo, mas não machucam ninguém.

Apesar de tanta gente no metrô ao entrar no mesmo, cada um passa a respeitar o espaço do outro. Ninguém fala no celular para não atrapalhar a leitura do outro; ninguém escuta música alta para não atrapalhar a conversa do outro; aliás o celular nos trens devem estar no minimo no vibracall e se você quiser falar com alguém via celular somente através de mensagens. (Aliás eles olham feio messsmo se você fala no celular no metrô).

Outra coisa que não tem como negar em Tóquio são as placas luminosas, para tudo o que é lado. Todas as lojas tem sua placa luminosa principalmente em centros de grande concentração de lojas e além disso música e cada loja tocando uma música diferente.

Sinais luminosos e a multidão de gente na rua

Bom tudo é muito diferente mas é muito bom você se sentir seguro mesmo numa multidão de pessoas, saber que se você se perder mesmo não falando a lingua nativa vão te ajudar; saber que você consegue se virar tranquilamente através de transporte público.

Tóquio é uma das cidades que com certeza moraria.


Impressões do Japão

- Multidoes para todos os lados

- Ar condicionado na maioria dos hoteis nao funciona

- A pontualidade britanica deveria se chamar pontualidade japonesa

- Trem bala foi a melhor invencao de todas

- Os elogios ao transporte publico de Curitiba nao valem nada para quem conhece o do Japao

- As ruas sao limpissimas mesmo nao existindo lixeiras

- Ninguem fuma na rua so nos fumodromos

- Calcada tambem e lugar de bicicleta

- Se não se cuidar as bicicletas atropelam mesmo

- Takyubin é a salvação dos turistas

- JR Pass é impressindivel para qualquer turista

- Os japoneses são organizados, pontuais, educados e gentis.